Mais uma parada obrigatória na cidade que não para

Nova York agora conta uma nova parada obrigatória. O projeto bilionário que levou cinco anos para ficar pronto Hudson Yards, (2012-2019), abriu as portas em março deste ano. Construído em Midtown Manhattan, o complexo conta com diversas atrações internas, como torres residenciais, hotéis, escritórios, praças, jardins, e um shopping center de sete andares que conta com mais de 100 lojas que variam do luxo ao varejo, além de novas propostas de mercado, academias, restaurantes, exposições, eventos culturais e artísticos diversos. Como uma espécie de novo bairro dentro da cidade que nunca dorme, ainda conta com acesso direto pela High Line, e tem atraído muitos turistas e moradores da região para explorá-lo, por oferecer tantas opções em um só lugar. 

Uma das principais atrações é o Vessel. Projetado por Thomas Heatherwick e seu estúdio Heatherwick em Londres. Vessel é uma obra de arte grandiosa e interativa composta de escadarias que remetem a um favo de mel gigante, cercado por todos os lados por aço cor de cobre. O monumento que conta com 45 metros de altura, 16 andares, 154 lances interconectados de escadas espirais, 80 plataformas e quase 2500 degraus, que são responsáveis por possibilitar caminhos a se explorarvistas lindíssimas e suas variáveis para desfrutar. Chamando muita atenção de quem vê de fora, a sua entrada é gratuita e pode ser feita diretamente no site deles, com no máximo 14 dias de antecedência, não há limitações de tempo para a visitação. O que fez com que surgisse um novo hot point para uma área que ficou vazia por muito tempo. 

Manhattan é um grande laboratório criativo e devido à grande diversidade de público que frequenta a cidade, diversas marcas do mundo lançam e testam suas inovações por lá. Fazendo com que se torne ainda mais propício para a difusão de novas lojas conceito, e a revisar a reformulação do varejo físico em um mundo cada vez mais digital. As lojas do The Shops at Hudson Yards são repletas de designers de alta qualidade e beleza. Neiman Marcus, Cartier, Dior, Louis Vuitton, Tiffany, e Rolex são algumas das lojas de luxo que você pode encontrar por lá. Com o intuito de atrair a massa, possuem também lojas muito conhecidas como: Zara, Muji, H & M, Sephora e Banana Republic. Além de outras experimentais e conceituais. 

Uma aposta super arriscada, já que em contra partida ocorre uma enorme crise no mercado do varejo, onde grandes marcas sofrem ameaças principalmente vinda do comércio online, seu crescimento, e as diversas vantagens que ele oferece, desde a comodidade de comprar em seu lar ou de qualquer lugar, até questões como deslocamento e segurança. São inúmeras as marcas reconhecidas no mercado que fecharam as portas de suas lojas físicas, quando não chegam a declarar a falência, devido as altas despesas e a defasagem nas vendas. Assim como a dificuldade de inovar, que muitas vezes é um obstáculo para as mesmas que possuem muitos anos no mercado, uma imagem a se zelar, e um conceito tão enraizado no passado. 

Através dessa problemática surge então uma nova demanda: a de ocupar estes espaços vazios, que a crise do varejo acarretou. Fazendo com que os grandes Shoppings precisem se renovar, realizando novas ofertas seja de espaço, serviços e condições, ofertando modalidades de entretenimento para o público consumidor, para além das vendas. Assim é possível que novas e memoráveis experiências aconteçam, fazendo com que as pessoas que ali estiverem, naturalmente sintam o desejo de registrar em suas redes estes momentos, e com isso levar tal empreendimento/atração a ter um maior alcance, e seja um chamariz para atrair a próxima geração de visitantes e consumidores. Estes espaços tem cada vez mais o intuito de que seja possível que as pessoas possam gastar seu tempo e dinheiro, unindo lazer, varejo, cultura, e arte, através de imersões nas mais distintas áreas. Demais né?

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